A mais tradicional escola de Dança do Ventre da região de Campinas

A mais tradicional escola de Dança do Ventre da região de Campinas
Sejam bem vindos!
Aqui é um espaço dedicado à todos os seres pensantes do mundo belly dancer.
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domingo, 22 de julho de 2012

Dança do Ventre Vinhedo - Fallahi Belly Dance


O diferente está aqui
por Paula Fallahi


Outro dia, a supervisora do departamento onde trabalho perguntou há quanto tempo eu tinha uma escola de Dança do Ventre em Vinhedo. Quando respondi que nossa escola já tinha 13 anos de existência ela fez cara de choque. Não sei se pelo fato de manter qualquer negócio aberto em uma cidade como Vinhedo por mais de uma década ou pelo fato de simplesmente se tratar de... Dança do Ventre. Afinal, o que pode manter funcionando uma escola de Dança do Ventre por tantos anos?
Bom, certamente não é uma tarefa das mais fáceis. Embora tenhamos vivido situações que ninguém pode imaginar, sobrevivemos. Porém, creio que o nosso diferencial está em nossa maneira de lidar com Dança X Alunas.
Primeiro, nunca fazemos algo que não gostamos (ou que seja contra nossos princípios) só para promover nossa escola, nós ou nossas alunas. A dança evoluiu em técnica mas regrediu (e muito) no quesito personalidade; de 1999 a 2007, criamos grupos e montamos coreografias para as alunas se apresentarem em eventos importantes São Paulo afora, além dos nossos. Mas porque sabíamos que valeria a pena. Hoje, isso já não é mais possível: os eventos estão pavorosos, os concursos são na maioria das vezes uma grande furada, os preços estão pela hora da morte, as panelinhas viraram panelonas e 90 por cento das bailarinas sofrem de alguma afetação.
Outra coisa importante: não permitimos que nossas alunas gastem mais do que podem no curso. Essa história de obrigarem-nas a comprar mais de uma roupa por ano, pagar fortunas em véu de seda, adquirirem dezenas de instrumentos que elas não terão condições de utilizar corretamente em menos de três anos é uma ofensa à inteligência delas. E um abuso. Queremos (e precisamos) ganhar dinheiro, mas não às custas da inocência alheia.
Nunca expomos elas ou nossa escola ao ridículo: dançar de graça na praça, na festa do milho, no dia da comunidade ou em eventos populares divulga seu trabalho da pior forma possível. Um pai de uma aluna nos questionou se dançaríamos em um evento aberto aqui na cidade, evento esse que havia anunciado uma apresentação de Dança do Ventre. Respondemos que não, que isso certamente era coisa do Espaço Cultural da cidade, que ministra aulas de graça e faz as meninas pagarem micos homéricos perante a população. Ele fez cara de alívio e ainda complementou com um “ótimo, porque eu sei que vocês jamais se rebaixariam tanto”. Se ele, que é leigo, pensa dessa forma, que dirão os profissionais da área?
Tentamos fazer de nossa escola uma segunda casa para elas. Algumas vezes quebramos a cara por isso, mas na maioria dos casos funciona bem. Reunimos as meninas para beber, comer, bordar, curtir um filme. Tudo para que elas se sintam à vontade em um ambiente descontraído e sem frescuras. Perguntamos à elas o que elas gostam de dançar. Algumas gostam da dança, mas não se identificam com música árabe; por que não deixá-las dançarem o que desejam como complemento da aula? É um costume em inúmeras escolas de São Paulo, gostaria que aqui no interior as professoras também agissem dessa forma e abrissem a cabecinha para as novidades. Não dói, faz parte da evolução de nós todas como bailarinas.
Por fim, além dos eventos anuais (grandes ou pequenos), promovemos festinhas temáticas durante o ano, para as alunas descontraírem.
Somos difíceis, a gente sabe. Mas se fôssemos tão complicadas assim, nossa escola não estaria bombando de alunas (e alunos), não é?
Para quem estiver afim, propagandinha básica:
Aulas de dança do ventre em Vinhedo - SP
Fallahi Belly Dance - dança do ventre, fusão, estilo tribal e (claro) inglês com a teacher Katia Fallahi
e-meie-nos: fallahidv@yahoo.com.br

Bjunda!

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Dança do Ventre - Vinhedo - 2012

Quem gostaria de participar de uma festa onde haverá de tudo um pouco: Dança do Ventre, Dança Indiana, Bollywood, Estilo Tribal, Fusão, Moderna e tudo o mais?
Aguardem: em breve, no Fallahi Belly Dance
Com





Professora Elizabeth Fallahi




Professora Paula Fallahi









Professora Katia Fallahi

sexta-feira, 22 de junho de 2012

O Youtube e a DV



Recentemente andei acompanhando em alguns blogs depoimentos de bailarinas conhecidas em nosso meio e não pude deixar de notar como elas são claras a respeito da satisfação que sentem com o resultado de terem seus trabalhos expostos na internet através do Youtube.
Até certo ponto, não posso deixar de concordar; a internet, por enquanto, foi e é nosso melhor meio de propaganda de divulgação da escola. É rápido e atinge um número maior de pessoas.
No entanto, após muito blábláblá, é impossível não chegar  a conclusão de que certas coisas podem funcionar tanto para o bem quanto para o mal. Sejamos honestos: qualquer zé das couves pode colocar o que bem entende na rede graças a liberdade que ela proporciona ao internauta de publicar o seu “trabalho” ou aquilo que ele considera bom o suficiente (ou tosco o suficiente) para ser visto por número x de pessoas. Não existe critério algum de seleção, da mesma forma que o público leigo também não possui critérios culturais para distinguir o certo do errado.
E, claro, a Dança do Ventre não ficou fora disso.
No meio de coisas bacanas, encontramos uma enxurrada de porcaria, o que nos leva a crer que a ideia de que o youtube é um excelente veículo de divulgação (associada a falta de espelho em casa) leva muita gente a colocar na rede o que eu chamaria de “trash belly dance”. Porque não dá para encontrar outra expressão que defina tão bem o que ando vendo por aí: filme de terror daqueles B.
Percebo que certos “padrões de qualidade” em dança foram pro ralo: roupas que vieram de brinde no Kinder Ovo, péssima escolha de música, falta de conhecimento ritmico e técnico, entre tantas outras coisas explodem no Youtube na mesma velocidade com que bailarinas bacanas expõem seus trabalhos na net. E o que é pior: já vi inúmeros casos onde os vídeos ruins de chorar possuem um número maior de acessos do que vídeos de qualidade.
Para nós, profissionais, resta lamentar. Afinal, colocar “dança do ventre” como palavra-chave na pesquisa do google e dar de cara com a menina que se enrolou na cortina dançando na sala ou com a Shakira é realmente de doer.
E viva o Youtube!

Por Beth Fallahi

domingo, 20 de maio de 2012

Cansaço. Desgaste. Falta de criatividade. Inspiração zero.

Tem sempre um momento na vida de um artista em que ele se sente uma droga. E acho que este é o momento em que me encontro. 
Tudo bem. Acontece pelo menos uma vez ao ano. 
Acho que é excesso de trabalho. Coisas demais para fazer. Muitos projetos em andamento e outro tanto de problemas paralelos no âmbito pessoal. Um saco, não é mesmo?
Tenho milhares de ideias para roupas novas mas não tenho vontade de pegar numa agulha. Preciso preparar aulas diferentes para meus alunos de inglês e de dança mas só de pensar, fico cansada. Tenho que treinar para as próximas apresentações mas não aguento ouvir meia música de dança do ventre.
Alguém me dá vitamina?
E ainda pra piorar, tenho que lidar com gente que ainda acredita viver no século II antes de Cristo, tenha santa paciência!
Mas essa semana depois do meu aniversário, as coisas vão mudar. 
Vou tomar um chá de Ânimo e mandar à merda tudo o que há de ruim pairando sobre meus pensamentos.



domingo, 1 de abril de 2012

Dança do Ventre, Vinhedo, 2012 - Fora, puxas-saco!


Nós aqui do Fallahi estamos vacinadas contra puxas-saco de plantão.
Para começar, não tem como alguém puxar nosso saco: nós somos insuportáveis. E grossas. Quem topa ficar aqui conhece nosso jeito de trabalhar. Lamber nossa bunda só vei ter o efeito contrário.
Quem não gosta do nosso sistema e prefere ser tratada com mimos, sabe bem pra onde ir.
A história a seguir é verídica, aconteceu há alguns anos. Ela serve de alerta para todas as professoras de dança que têm uma pessoa assim em seu grupo.
 
           Um dia ingressa em sua escola uma menina. Assim, como tantas outras que já passaram pelo seu espaço. Ela se identifica de cara; você, já saca que ela não é normal. Mas até aí, quem é?
           Ela inicia as aulas de dança e em menos de uma semana você se torna a cobertura do bolo dela: ai, teacher, você é perfeita...ai, teacher, adoro sua escola... ai, teacher, vocês aqui do Fallahi são a melhor coisa que me aconteceu... ai, teacher, vocês são as melhores profissionais do mercado... ai, teacher, eu amo vocês! Impossível não sentir pena dela, a carência é notória.
           Ela, por sua vez muito esperta, aproveita-se de sua piedade e capricha na verborragia. Ou melhor, na “elogiorragia”. Difícil não se sentir desconfortável. É tanta lambeção de cu que só de andar a bunda escorrega. E em questão de meses, já dá quase para cagar as tripas.
           Você percebe, então, que toda aula é a mesma ladainha, a infeliz só falta se jogar debaixo de seus pés para você sapatear sobre ela. Ainda para piorar, a garota fala pelos cotovelos, te corta no meio de uma conversa, se faz de sonsa para você se apiedar. Chega a dar vergonha.
           O tempo vai passando e seu saco vai ficando cheio, cada vez mais cheio; você não entende qual é a dessa “uma”. A chatice vai te consumindo. Os elogios ultrapassam a linha do embaraçoso: é muito claro para você que aquilo tudo não é verdadeiro. Ela só quer te ganhar. Ela só quer você a ame. Porque, ao que parece, as pessoas não são capazes de amá-la.
           Passa um ano. Você sobreviveu a ela. Afinal, a desgraçada faz aula particular, você tem que aguentar a bajulação desenfreada téte a téte com a porra. Além de tudo, você é profissional, precisa ter ética. Não dá para chegar numa pessoa e dizer que ela é a única aluna entre tantas que você não consegue ter uma boa convivência porque ela te irrita a ponto de você desejar se enforcar num pé de salsinha.
           Mas chega o momento em que não é mais possível suportar. Você dá uma indireta, outra e mais outra. Ela não entende. E também não aprende. Será que um dia o básico egípcio dela vai sair sem que ela tropece nos próprios pés?
           Você se enche. Da puxa-saquice, da aula, dela. Ela não fala nada que se salve, não entende como andar para frente, quando você desiste de um movimento para ensinar um mais simples, ela chora. Vá se ferrar, pô! Não sou paga para ser terapeuta!
           As coisas começam a desandar. Você toma uma pinga para facilitar a digestão, porém, a aula não desce. Ela percebe sua impaciência. Mas vocês duas tentam. Você, porque ela é sua cliente. E principalmente, um ser humano. Ela, porque sabe que nenhuma outra trouxa irá aturá-la.
No entanto, quando o negócio já está a beira do precipício, a filha-da-puta aparece no dia do vencimento da mensalidade e diz que tá sem grana. Chora. Fala que a vida tá difícil. Coitada.
           Você fica fodida. Primeiro, porque contava com essa merreca que ela já te pagava chorando. Segundo, porque é uma tremenda sacanagem aguentar uma fulana tapada por tanto tempo para no fim das contas ELA decidir que não quer mais e sair falando para meio mundo que não estava satisfeita com o curso e meter a boca em você. Isso tudo depois de ter sugado ao máximo toda a sua energia a ponto de você rezar para que ela faltasse a cada dia de sua aula. Terceiro, por ela ter inventado uma desculpinha de merda para pular fora antes que você desse um pé na bunda dela.
           Mas nada como um dia após o outro. Já com a cabeça fria, você levanta as mãos para o céu. Afinal, finalmente se livrou daquele encosto maldito. Alunas muito mais bacanas e honestas apareceram depois e o dinheiro que você acreditou ter perdido com a saída dela quadruplicou com a entrada de outras. 
            Passam as estações e sua escola está uma beleza, repleta de gente que vale a pena. No fundo, você sabe que a fulana vai acabar ingressando em outra escola, feliz da vida, assim como esteve quando ingressou na sua. O jargão não sofrerá grandes alterações. “Teacher, você é linda. Teacher, você é foda. Teacher, você é ensina muito. Teacher, você é diferente de tudo o que eu já vi a nível de professora”
Você vai rir. Você vai chorar de rir. Você vai sofrer de rir. Alguma outra pobre coitada vai cair na armadilha dela, assim como você caiu. 
E então, quando isso acontecer, a você só restará dizer à sua ex-aluna: lambe, minha filha. Lambe bem. Só que sua futura professora vai se encher mais cedo ou mais tarde. E chegará o dia em que não vai haver uma alma nesse mundo disposta a reafirmar sua condição de ser diminuto.
Não. Ninguém merece.

Bjucus

segunda-feira, 12 de março de 2012

Dança do Ventre, Vinhedo - 2012: existe vida civilizada no Belly Dance World



Sábado, dia 10 de Março, nós, professoras, três alunas e um aluno (meu irmão) fizemos um show no restaurante Al Maual, em São Paulo (para quem é de fora da cidade, esse é um restaurante tradicional árabe, ou seja: comida típica e dança, muita dança nos fins de semana), devidamente acompanhados de nosso agente e protetor e puxa-saco Paulinho. Como já é de costume, fomos em caravana, uma galera de mais ou menos 40 pessoas ( um bando de fallahi, literalmente! ) dentro de um busão saído do condado de Vinhedo rumo à zona urbana.


Nossa nova geração de alunas é realmente muito nova: a mais velha em questão de tempo de dança tem no máximo quatro anos e muitas delas nunca tiveram contato com a cultura árabe, assim, tão de perto. E ontem foi a primeira vez de praticamente todas ingressarem em mundo bem diferente do delas.
O povo do Al Maual (Darrel, marido, garçom, garçonete, Guilda e cia) é inacreditável, na real. Gente boa é pouco para o que eles são. Nos receberam de braços abertos, abriram o restaurante praticamente uma hora antes porque nós chegamos ultra adiantados (pra variar), tiveram uma paciência de Jó para aguentar nossas demências e atrapalhações e nos fizeram rir horrores com suas palhaçadas. O ambiente é tão absurdamente descontraído que eu tive a impressão de ter estado lá milhares de vezes, as alunas se sentiram em casa e  até eles ficaram muito à vontade com a gente. Saímos de lá felizões e realizadíssimos.
E eu cheguei a três conclusões após essa experiência.
A primeira delas é que a química verdadeira só acontece entre iguais, não adianta. A Darrel Nottari, bailarina responsável pelas danças no restaurante, pensa como nós em muitos aspectos, senão todos, no que diz respeito ao mundo Belly Dance. E o fato dela ser uma doida varrida assim como os membros de minha escola nos fez gostar dela logo de cara. Fia, você arrasou!
A segunda é que, definitivamente, um certo alguém que educou muito mal suas bailarinas disseminou um costume que não tenho a menor ideia de onde possa ter surgido: esse negócio de ficar escondida no camarim, aparecer para dançar linda e perfeita para depois sumir de novo. Whatafuck, meu? Toda vida minha escola trabalhou com a comunidade árabe e esse comportamento sempre foi reprovado por eles, especialmente entre libaneses. Perdi a conta de quanta vezes dançamos em casas de família onde éramos praticamente intimadas a sentar à mesa e jantar ou almoçar com eles, trajadas, sem abay ou veuzinho enrolado. No Al Maual, dançamos, passeamos entre as mesas, comemos e ninguém nos repreendeu nem repudiou nossa atitude. Foi tudo tão tranquilo que nossas meninas já contam os dias para voltar lá.
A terceira e a mais importante: não tem dinheiro nessa vida que pague o sentimento de felicidade ao dançar sem a preocupação de alguém te julgando. E posso dizer que há muito tempo eu não me sentia tão bem em um ambiente que não fosse minha escola. Foi tuuuudo de bom, gente!
Agradecemos à Darrel pela pessoa ótima e animadíssima que ela é, além de desde o começo ter dado toda atenção que nossa escola demandou.
E um super abraço para o maridão, Márcio (acertei?), que tem o shimie mais poderoso do século; para a Guilda, professora de lingua árabe que é, sem sombra de dúvidas, a figura mais figura que a gente já conheceu (meu irmão se divertiu muito com as fotos que ela postou no face!); para a garçonete fofa que não deixou faltar água para nóis; para o Paulo, bicho, o garçom ultra-master-mega gente fina que nunca sabia onde tinha ido parar nossa comanda e merece um prêmio por ter aguentado a atrapalhada-mor aqui!
Por último, um agradecimento especial às alunas que nos acompanharam. Essas malucas que aguentaram duas horas de busão em pleno sábado à noite, comeram comida bizarra e ainda tiveram que dançar no final. Bem-feito pra vocês.
Ah, e não posso deixar de mencionar o motorista do bus que deve estar rindo até hoje com o tombaço que minha mãe levou ao se levantar do banco do ônibus. Memorável!