A mais tradicional escola de Dança do Ventre da região de Campinas

A mais tradicional escola de Dança do Ventre da região de Campinas
Sejam bem vindos!
Aqui é um espaço dedicado à todos os seres pensantes do mundo belly dancer.
Leiam, discutam e compartilhem!

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Auto-propaganda



Imaginem a situação seguinte: você está lá, checando seus recados no Facebook e de repente, do lado direito da tela, figura um ser cheio de pose que o mundo nunca viu mais gorda, como sugestão de amizade. Você, um pouquinho familiarizada com a carinha da dita e curiosíssima, entra no perfil da beleza (que fez o favor de deixar tudo desbloqueadinho pra todo mundo xeretar, gracias) e decide fuçar em tudo. Afinal, ninguém é de ferro.
No álbum de fotos, a donzela que parece recém-saída do mundo das fadas, com os cabelos ao sabor do ventilador do estúdio, esbanja doses quase insuportáveis de alta auto-estima em 303 cliques diferentes. Ok. Até aí, que bailarina com o ego do tamanho do Maracanã nunca fez?
Então você entra no mural da fofa (por que a gente insiste em fazer algo tão inútil como bisbilhotar o mural alheio ainda me pergunto) e logo nota que a bailarina em questão é uma agenda ilustrada ambulante. De cima para baixo:
- Supershow com bailarina Flatula Khadufa e banda! Não perca! Bailarinas convidadas: Shamsa Raba e Jamonga Manceba! + foto se achando.
Outra, com o Daniel das Arábias de braços cruzados ao fundo + foto da bailarina se achando:
- Noite Árabe no restaurante Blah Ali! Bailarina convidada (que de convidada não tem nada, mais duzentas dividirão o palco com ela naquela noite): Flatula Khadufa!
Mais abaixo, a vigésima foto da Flatula Khadufa se achando.
Um pouco adiante, mais propagandinha:
- Festival de encerramento! Participação especial: Flatula Khadufa! + foto se achando.
Cansada de ver uma agenda, assim, tão cheia, você muda o foco e clica nas informações, onde dá de cara com um currículo de acabar com a Debora Colker: 245 workshops, 908 professoras estrangeiras, 123 brasileiras, passagens por escolas do mundo inteiro, 10 anos em Dubai, um mês no Cairo, almoço com a Raquia Hassan, jantar com a Nagwa Fouad.
Aí, você pensa: caramba, peraí! A mulher faz foto profissa, veste Simone Galassi, dança em tudo que é canto e eu tô aqui chupando o dedo? Preciso ver essa mulher dançando, pelamordedeus! Ela deve ser um fenômeno!
Em menos de dois segundos (no caso de minha internet, três dias depois), você vai lá no Vocêtubo e procura a pessoa, afinal, se ela faz 55  shows por mês, tem um currículo de chorar e o mundo todo mundo quer a super dancer em seu evento, a única coisa que um ser racional pode pensar é que ela está realmente podendo como bailarina!
Um clique no Vocêtubo e logo (ou nem tanto) aparecem cinco zilhares de videos. Você, de tão perturbed com a imensa gama de informações, vai clicando naquilo que realmente te interessa: a interpretação da moça em músicas clássicas. Normalmente eu assisto a um ou dois videos por bailarina, e a partir daí, das duas uma: ou vou querer assistir mais dez vezes, ou vou parar na metade do segundo. No meu caso, especificamente, dei um stop bonito na metade do segundo porque não fui capaz de dar continuidade à sessão tortura. De verdade. A mulher era, no mínimo, um protótipo de tentativa de bailarina.
Quase caí de decepção e por pouco não me matei com tamanha perda de meu precioso tempo.
Então, fiquei me perguntando: pra que tanto barulho? Ninguém é trouxa. Bailarina de dança do ventre que está no mercado trabalhando há no mínimo cinco anos sabe que para dançar em qualquer restaurante, em qualquer show, em qualquer evento de dança, em festas de fim de ano, ao som de bandas mil, ou no leste da Indonésia, ter talento não é primordial. Basta dar uma olhadela nas bailarinas estrangeiras que estão nos Emirados. Tem gente assim assim, tem bailarina de quinta, tem bellydancers de cair o queixo. E tem gente ruim pra carvalho! Um corpinho bonitinho ou um dindinzinho ou saber se relacionar com as pessoas que fazem parte desse mundo (as pessoas certas) ou, na pior das hipóteses, oferecer-se gratuitamente no bar da esquina fazem de qualquer amadora a deusa da dança. Não exatamente para os outros, mas para ela mesma.
Pra quê, minha gente, fazer de conta que o mundo te adora e que você é a bailarina do século? Aff... 
E vou dizer uma coisa: pior do que um rascunho de bailarina que adora fazer uma propaganda enganosa, é aquela pobre infeliz da esquina que se coloca num pedestal mesmo tendo consciência plena de que precisaria de no mínimo mais cinco anos para chegar no dedo mindinho da dita cuja de minha história. Afinal, talento fala por si: quem tem, não precisa de tanto marketing pra enganar o povão e será reconhecido por quem realmente interessa!
Jesus...



Bjunda na bunda.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Entre ser bailarina ou virar estrela


“Tia, quero dançar no Mercado Persa, quero ser bailarina KK, quero ir pra Dubai, quero ser profissional, quero ser a Dina (saura. Desculpem, é que só de mencionar o nome dessa criatura já me dói na alma)!”
Ok, minha filha, beleza. A pergunta é: você quer ser bailarina ou virar estrela?
Se sua opção for a primeira, vamos lá, entonces.
Primeiro, antes de querer alguma coisa, uma candidata a bailarina que vai trabalhar com dança e quiçá viver dela precisa “ser” alguma coisa. De verdade, porque de pseudo-profissional sem-noção e com o ego hiperinflado, o mundo está abarrotado.
Então, ela deve procurar uma boa professora de dança do ventre que, de preferência, esteja atuando no mercado há no mínimo uns dez anos (pois creio eu que, a esta altura, a profissional escolhida já tenha adquirido respeito por si mesma, pelos outros e pela arte), e ver se é isso mesmo o que quer.
Se o caminho for este, nossa candidata deve se preparar para trilhá-lo com cautela, porque ele é longo e cheio de armadilhas. 


Dois ou três anos, às vezes mais, são necessários para uma aluna que  realmente se dedica criar verdadeira intimidade com a dança. A partir daí, ela deve começar a estudar. E muito! Todos os estilos, cada um deles com muita atenção. Precisa conhecer os objetos utilizados na dança e instrumentos que fazem parte de uma orquestra árabe, além de ouvir muita música e exercitar o cérebro para o reconhecimento dos infindáveis ritmos musicais. Tem que compreender que para cada estilo existe um ritmo, para cada passo existe um instrumento, para cada música há uma interpretação. É necessário que ela inteire-se acerca da história da dança e de todos os aspectos políticos, sociais, culturais e religiosos em torno do assunto, porque shimie todo mundo faz, a razão pela qual ele existe ninguém quer saber.
Uma candidata a “pro”, deve assistir vídeo atrás de vídeo, ir a shows, participar de eventos, conversar com bailarinas, trocar ideias com músicos ou pessoas envolvidas com a dança, escolher workshops a dedo ( a maioria não presta, muitas “profissionais” ganham fortunas em cima da ingenuidade e deslumbramento alheio). Tem que deixar a preguiça de lado e aprender a confeccionar seus próprios trajes para valorizar o trabalho das bordadeiras que detonam a coluna para transformar a gata borralheira em princesa (às vezes, nem com milagre elas conseguem!).
A futura profissional deve entender que cada bailarina tem um estilo e que precisa respeitá-lo: não é porque a neguinha não faz arabesque que ela é desatualizada. Mas ao mesmo tempo, tem que abrir a cabeça e ir atrás das novidades, porém, aprendendo a diferenciar o que é bom do que é ruim.  Ela não pode ter preconceitos (menino também pode dançar, ok? Essa história de que homem não tem ventre é uma estupidez e a dança que chamamos de “do ventre” não tem este nome nem aqui nem nas Arábias...).
Agora, se nossa candidata quiser virar “estrela”, ela nem vai precisar fazer muito esforço. Pressupõe-se que pelo simples fato de ela ter esta pretensão, o ego dela já está inflado o suficiente para fazê-la subir ao céus e se perder no infinito!

Bjucu

domingo, 5 de fevereiro de 2012

domingo, 29 de janeiro de 2012

Dança do Ventre em Vinhedo

Fallahi Belly Dance
A única escola especializada em Dança do Ventre na cidade de Vinhedo


Matrículas abertas
Aulas de Segunda à Sabado a partir das 7:30 da manhã
Make-up para dança
Atelier
Curso de confecção de trajes para Dança do Ventre
Shows com as melhores bailarinas
Novidade: aulas particulares de Inglês. Valores especiais para alunas
Informações: fallahidv@yahoo.com.br - tratar com Katia Fallahi
paulo_agencia01@yahoo.com.br - tratar com Paulo Mattos

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Acordem, mulherada!









APLAUSOS PARA VOCÊS, MULHERES! 
Clap - Clap - Clap

Texto baseado em tudo o que nós, professoras do Fallahi, temos ouvido em sala de aula nesses quase catorze anos trabalhando com Dança do Ventre na cidade de Vinhedo.

Como estamos cansadas de ouvir uma metralhadora de abobrinhas, decidimos dar uma mãozinha para vocês, aspirantes a bailarinas, que não entendem bulhufas de Dança do Ventre, a compreender de uma vez por todas essa arte tão peculiar.

 Aqui vão algumas boas dicas do que toda mulher precisa saber antes de procurar uma professora ou uma escola de Dança do Ventre:
1 - Fuja de lugares onde a professora já começa a aula com a seguinte máxima: a Dança do Ventre nasceu no Egito. "Whatafuck"? Qual foi o faraó mal informado que disse isso para ela?
2 - Corra três dias e duas noites se a pessoa que for te dar aula tentar  convencer você que aquele lenço com moedinhas no quadril (lazarento que faz um barulho irritante) está na moda. Em primeiro lugar, ele não permite uma leitura apropriada de pequenos movimentos de quadril. Segundo, é impossível realizar ondulações limpas com esse tipo de acessório.
3 -  A professora não pode fazer meia dúzia de passinhos, não te explicar a técnica e simplesmente pedir para que você a imite, limitando-se a dizer, no fim, que os seus movimentos estão uma "gracinha".  Assim como ela você parecerá uma troglodita, ambas prontas para atacar um mastodonte.
4 - Apresentação de Dança do Ventre na praça? Como alguns muçulmanos costumam dizer  “Mulher não deve expor sua figura na Medina”.  Em muitos países árabes a dança só pode ser realizada em família, dentro de casa, para início de conversa. Mulher que dança na rua para ganhar dinheiro (como a mãe de nossa primeira professora, que era marroquina), não é bem vista em lugar nenhum do mundo.
5 - A Dança do Ventre não é uma arte circense. Muitas “ dançarinas”  se apresentam com objetos não apropriados em músicas menos apropriadas ainda em locais ainda mais inapropriados.
6 - Desconfie de aulas em grupo, especialmente se o curso for gratuito e envolver uma sala com mais de quinze alunas: isso é sinal que você vai passar muito tempo de sua vida dançando “ Habibi ya aini” ou executando dez passinhos, o suficiente para se apresentar no final de ano com as pernas abertas e saia pula brejo. E com direito a ser chamada de deusa. Do quê, a gente não sabe.
7 - Vocabulário chulo: eis a prova viva de que sua professora te acha uma retardada. Compre uma bazuca e dê nela.
Ex: passo da batedeira: querida, se você acha que de sua bunda vai sair um bolo, você tá muito enganada. Daí só sai cocô.
Tremedeira: só se você tiver mal de Parkinson.
Fechar a porta do carro com o bumbum: se seu namorado ou seu pai virem um negócio desses, você vai levar um cacete merecido.
Ovinho: interessante. Te chamaram de galinha e você aceitou sorrindo.
Máquina de lavar: além de tudo, você foi chamada de gorda e quadrada na cara dura. 

8 - Cuidado se você está com professoras que não te indicam outras bailarinas para pesquisar: é sinal de que ou ela “tá” com medinho de você descobrir que ela é uma picareta ou a dita cuja também não conhece nenhuma outra bailarina. O que é bem mais provável.
9 - Para que serve a internet? Simples: para pesquisar tudo em relação ao que você quer fazer da sua vida, ou seja,  namorar,  estudar , trabalhar, e TAMBÉM aprender o que é Raks el Shark, estilo Cabaret,  a diferença entre Raks el Assak  e Tahtib, danças Gawazee... ah, não sabe do que eu estou falando? Vai pular carnaval que você ganha mais.
10 - Ser moderna não quer dizer que você seja uma doida tresloucada que dança sem nenhum conhecimento de ritmo musical com uma roupa justa e curta com estampa de oncinha. Não é o suficiente contar até oito e trocar de passo: é preciso sentir a música para fazer a transição dos movimentos na hora exata. Caso contrário, vai parecer que você está fazendo a dança do acasalamento do tamanduá africano.
11 – Apresentações em público onde eles uivam, gritam e falam palavras que só na sua cabeça são elogios. Aí, minha filha, é sinal de que o caso é mais grave do que se imagina: ou o público tá passando mal, ou você é horrível, ou nem estão te vendo. Acorda menina! Vai estudar!


 Por que tem muita professora ruim no mercado?
a-     A mãe da dita cuja assistiu a uma apresentação dela vestindo uma roupa da 25 de março e disse pra meio mundo que ela era linda e dançava pra caraio. A infeliz acreditou, se achou a rainha da cocada preta e foi expor sua ridícula figura na “ Medina “ .
b-    Ela não tem espelho em casa e como ninguém tem coragem de falar a verdade para a coitada, ela continua se achando a rainha da cocada.
c-     Ela se acha linda e perfeita. Pensa que todos vão atrás dela fazer aula. Logo, ela continua se achando a rainha da cocada preta.
d-    Ela odeia a amiga e quer mostrar que é “ a boa”  dançando a mesma coisa por anos e anos e anos. Não pesquisa, portanto não percebe que a dança evolui a cada dia. Mas e daí, o que importa é... que ela se acha!
e-     E o mais agravante: ela sabe que existe um monte de otária que, assim como ela, não pesquisa, não busca informações e vai acreditar que pode dançar para Osiris, para Isis, para o Arco Íris e as Nefertitis da vida. Essas deusas rolariam de rir em seus sarcófagos se vissem o que a gente vê na internet: o YouTube é a prova de que ninguém tá nem aí com nada.

      

      Mulheres, prestem atenção:  a Dança do Ventre poderia ser vista como arte se todas vocês pesquisassem, estudassem e principalmente, se dessem o devido respeito. Desconfiem do que é de graça, de aulas com grande número de alunas, de professoras que se acham “ as deusas”  e não dão valor pra você. Fujam de lorotas, muito recheio pra pouco pastel, não passem  vergonha. Comprem um espelho, minhas filhas! Vejam também se vocês não são aquelas  “ malas sem alça”. Ninguém merece alunas que em pouco tempo se acham as Cleópatras. Pelo amor de Deus! Dá uma cobra para elas!
     MÃES: Oh my God, óculos nelas. “Minha filhinha não é a coisinha mais fofa?” Affff!!! Põe a véia no asilo! No meio de tanta baranga vai lá saber quem é o raio da filha dela? Depois você acaba descobrindo que é a coitada que tá com a bunda arrebitada e quase toda de fora porque a parte de trás da saia transparente subiu e ainda deixou os tornozelos inteiros a mostra. Provavelmente não contaram pra infeliz que o ideal é que para certos corpos é necessário ter uma roupa sob medida.
     Por incrível que pareça, maridos costumam ter mais tato para o ridículo: “se você fizer o que elas tão fazendo ou o que a menina que dançou lá pros metalúrgicos onde eu trabalho fez te desço porrada e te devolvo pra sua mãe!"  Palmas para eles! E viva a lei Maria da Penha, senão, do jeito que a Dança do Ventre anda, seríamos testemunhas da maior carnificina da paróquia!


Portanto, por esses motivos e por muitos outros, aplausos para todas nós. 
Clap clap clap clap clap
Texto de Elizabeth Fallahi, proprietária e professora do Fallahi Belly Dance

sábado, 21 de janeiro de 2012

Dança do Ventre (e muito mais) em Vinhedo
Fallahi Belly Dance surpreendendo você mais uma vez
 
 
Aguarde
Em Abril

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012