A mais tradicional escola de Dança do Ventre da região de Campinas
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Novidades do Fallahi, quentinhas para as aluninhas!!!
sábado, 14 de janeiro de 2012
Para todas as mulheres, mocinhas e moçonas, que desejam começar o ano de 2012 com o pé direito!
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
No ano de 2012, Dança do Ventre em Vinhedo, só na Fallahi!
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
Dança do Ventre em Vinhedo - aulas na Fallahi Belly Dance
Sobre a dança na Fallahi Belly Dance - Aulas de Dança do Ventre em Vinhedo
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Quando certas coisas dão no saco
Há algum tempo, nós aqui do Fallahi tomamos duas decisões muito importantes para manter nossa saúde mental em dia.
Decisão número um: resolvemos não aceitar mais contratos para shows (a menos que o dindin seja realmente equivalente à qualidade de nosso trabalho). Primeiro, porque fizemos isso durante oito ou nove anos consecutivos praticamente todos os fins de semana e não há nada mais desgastante no mundo da dança do ventre do que ganhar uma merreca para ser macaca de circo. Segundo, porque não é nem satisfatório e nem compensatório. Muitas bailarinas (ou quem se diz pro) da região topam dançar por cinquenta paus e nós, francamente, nos recusamos a dançar para pagar a condução.
Decisão número dois: concurso de dança do ventre nunca mais. Encheu o saco ver um bando de robôs, grupinhos mal coreografados e mal ensaiados ganhando primeiro em lugar em concursos, ouvir bobagens no camarim, gastar um dinheirão para mostrar serviço em um mundo tão ridiculamente competitivo. People, nobody cares about Belly Dance! Nosso “bellyworld” é pequeninico, ninguém vai ser estrela de cinema, não! Eu, hein! Vai dançar pra ser feliz, minha filha!
O negócio é que, após doze anos vivendo de dança do ventre (muitas pessoas ainda nos questionam como isso é possível), finalmente nos damos conta de como certas coisas começam a perder o sentido. No início, demos a alma para divulgar nosso trabalho: shows, eventos, works, selo do inmetro, prêmios e afins. O fato é que nem tudo é lindo como achei que seria quando, aos dezoito anos, fui apresentada a este mundo (que, honestamente, de mágico não tem nada). Acabamos nos deparando com a necessidade de participar de evento atrás de evento por pensar que seria importantíssimo para nossa vida profissional mas quantas vezes não terminamos nos apresentando nos piores buracos imaginados só para dizer que estivemos lá, especialmente se alguma bailarina famosa tivesse marcado presença por ali. Ou aqueles works nada a ver com as bailarinas do momento só para dizer que batemos o ponto, porque valer a pena a gente sempre soube que não valeria. Isso sem contar os programas de televisão com seus apresentadores sem noção ou a revista que publica uma coisa totalmente diferente da que você disse na entrevista. Tudo pela divulgação.
Muitas vezes me pego pensando em quantas alunas minha escola ganhou através disso, uma vez que é fato a divulgação boca a boca (gente que faz ou fez e indica) ter sido e ser noventa por cento responsável pelas clientes que tivemos e ainda temos. Demoramos mas percebemos que nossos contratantes e especialmente, nossas clientes, não davam a mínima para o nosso currículo. O que interessava à eles era saber se nosso trabalho era bom, e nada melhor para comprovar do que o téte a téte com a dança e especialmente, com as aulas. Temos uma renca de alunas, ex-alunas e admiradores que nos adoram e respeitam nossa forma de trabalhar, graças!
Professoras surgiram, professoras sumiram, outras estão começando a tentar e cá estamos nós, sobrevivendo em uma cidade que é um ovo de codorna mas fazendo o inacreditável para manter nosso trabalho vivo.
(Pausa para as lágrimas. Huahua)
É isso aí, minha gente, o fato é que, apesar dos pesares, dançar é muito bom, nossas alunas são umas fofas e aprendem desde quando são um fetinho aqui o real sentido de praticar Dança do Ventre: que viver pra dançar é bem mais gratificante que dançar pra viver.
Mais uma vez: huahuahua.
Los kisses
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Matemática Belly Dance
"ODALISCA POP"+ MÚSICA = SHAKIRA
SHAKIRA ≠ DANÇA DO VENTRE
2) CONTORCIONISMO + BALET + VÉU - ESTUDO = CIRCO
CIRCO (COM ESTUDO) + MÚSICA = CIRQUE DU SOLEIL
CIRQUE DU SOLEIL ≠ DANÇA DO VENTRE
3) BELEZA + TRAJES CAROS - ESTUDO = MODELETE
MODELETE ≠ BAILARINA
4) EGO + BANDA - ESTUDO = PSEUDODANCER
PSEUDODANCER ≠ BELLYDANCER
5) WORKSHOP + AULAS + VÍDEOS + SHOWS = GASTO
GASTO + FALTA DE SENSO ≠ ESTUDO
6) ESTUDO = EXERCÍCIO CEREBRAL
mais bom senso, mais respeito à arte, mais...
Ler: Paul Auster, Rubem Fonseca, Turma da Mônica, Ziraldo
Ouvir: Música (entendeu? MÚSICA!)
Assistir: Cinema alternativo, Séries, Documentários
PS:
1 - Cirque du Soleil é tudo de bom. Exemplo de dedicação, estudo, amor e respeito à arte.
2 - Quando faço uso da palavra "estudo" refiro-me a todos os assuntos que abrangem Dança do Ventre.
3 - Não, não suporto a Shakira
4 - Não sou pseudo-intelectual (embora adore esta palavra!), portanto não leio Franz Kafka.
Bjunda
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Seda, tô fora!
E quero falar sobre minha eterna insatisfação com o véu de seda.
Acho que devo ser uma das poucas profissionais em Belly Dance totalmente avessa ao uso deste tipo de véu (assim como a palhaçada "wings", mas esse nem vale os comentários). Não entendo aquele negócio... principalmente os arco-íris, aqueles trecos altamente tenebrosos que todas as bailarinas acham que combinam com tudo mas que na verdade não vão com nada, tremenda breguice. Manchado, sem mancha, com estampa, costurinha... odeio.
Me deixa puta da vida a maioria das escolas empurrar aquilo goela abaixo das alunas logo na primeira semana, as pobres mal abrem os dedos, de que jeito vão manusear um tecido tão fino com elegância? Ai, fala sério... sem contar que o bicho é caro, não é não? Dá musseline pras coitadas ou será que uma performance com ele de é assim tão pobre? Eu não acho melhor ver uma neguinha chicoteando um pano que mais parece um papel no ar (palha de seda é um lixo de tecido, rasga fácil demais) do que uma bailarina às voltas com um bom musseline!
O fato é que para dançar bonito com véu, de seda ou não, é preciso primeiro aprender a dançar. Não adianta se matar de rodar ou dar piruetas e desenhar parábolas no ar, isso não é dança, é circo. E está bem difícil de assistir a uma apresentação bonita de véu estes últimos tempos.
Aliás, está difícil ver dança estes últimos tempos...
Bjucus

